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35Quando Ele Se aproximava de Jericó, estava um cego sentado a pedir, à beira da estrada. 36Ouvindo esta multidão que passava, informou-se do que era aquilo. 37Referiram-lhe que era Jesus de Nazaré que ia a passar. 38Ele então bradou: Jesus, Filho de David, tem piedade de mim! 39Os que vinham à frente repreendiam-no para ele se calar. Mas ele gritava muito mais: Filho de David, tem piedade de mim! 40Jesus, parando mandou que Lho trouxessem. Quando ele se aproximou, perguntou-lhe: 41Que queres que te faça? Senhor - disse ele - que eu veja. 42E Jesus retorquiu-lhe: Vê! Salvou-te a tua fé. 43Ele começou imediatamente a ver e pôs-se a segui-Lo, glorificando a Deus. E todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus. 35-43. O cego de Jericó aproveita sem demora a ocasião da passagem de Jesus. Não se podem desperdiçar as graças do Senhor porque não sabemos se as voltará a conceder. Santo Agostinho formulou lapidarmente a urgência de corresponder ao dom divino, à passagem de Cristo, com a conhecida frase: Timeo Jesum praetereuntem et non redeuntem, "temo que Jesus passe e não volte". Porque Jesus, alguma vez pelo menos, passa pela vida de todos os homens.
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