Segunda-feira, 17 de novembro - Lc 18, 35-43

35Quando Ele Se aproximava de Jericó, estava um cego sentado a pedir, à beira da estrada. 36Ouvindo esta multidão que passava, informou-se do que era aquilo. 37Referiram-lhe que era Jesus de Nazaré que ia a passar. 38Ele então bradou: Jesus, Filho de David, tem piedade de mim! 39Os que vinham à frente repreendiam-no para ele se calar. Mas ele gritava muito mais: Filho de David, tem piedade de mim! 40Jesus, parando mandou que Lho trouxessem. Quando ele se aproximou, perguntou-lhe: 41Que queres que te faça? Senhor - disse ele - que eu veja. 42E Jesus retorquiu-lhe: Vê! Salvou-te a tua fé. 43Ele começou imediatamente a ver e pôs-se a segui-Lo, glorificando a Deus. E todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus.


35-43. O cego de Jericó aproveita sem demora a ocasião da passagem de Jesus. Não se podem desperdiçar as graças do Senhor porque não sabemos se as voltará a conceder. Santo Agostinho formulou lapidarmente a urgência de corresponder ao dom divino, à passagem de Cristo, com a conhecida frase: Timeo Jesum praetereuntem et non redeuntem, "temo que Jesus passe e não volte". Porque Jesus, alguma vez pelo menos, passa pela vida de todos os homens.

O cego de Jericó confessa a gritos que Jesus é o Messias - dá-Lhe o título messiânico de Filho de David -, e pede-Lhe o que necessita: ver. A sua fé é activa: grita, insiste, apesar dos obstáculos da gente. E consegue que Jesus o oiça e o chame. Deus quis que no santo Evangelho tenha ficado registrado o episódio deste homem, exemplo de como deve ser a nossa fé e a nossa petição: firme, sem adiamentos, constante, por cima dos obstáculos, simples, até conseguir chegar ao coração de Jesus Cristo.

"Senhor, que eu veja": Esta jaculatória simples deve aflorar continuamente aos nossos lábios, saída do mais fundo do coração. É muito útil repeti-la em momentos de dúvida, de vacilação, quando não entendemos os planos de Deus, quando escurece o horizonte da entrega. Inclusivamente é válida para aqueles que buscam a Deus sinceramente, sem que ainda tenham o dom inapreciável da fé.

 

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